O legado de Noam Chomsky

* Por Gary Markus, da revista The New Yorker

No dia 7 de dezembro, Noam Chomsky completou 84 anos. Há mais de meio século, ele entrou em cena na área da Linguística, no final dos anos 50, como um jovem professor no M.I.T. (Massachussets Institute of Technology). Sua carreira começou com uma crítica literária que ajudou a inaugurar um campo inteiro dentro da Linguística (conhecido como Gramática Generativa) e a acabar com outro (a teoria behaviorista de B.F. Skinner que até então dominava). A partir daquele momento, a Linguística nunca mais foi a mesma.

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Até hoje ele se mantém influente. Chomsky tem, no momento, pelo menos três artigos a serem publicados em breve, e a idade não tem feito com que ele diminua radicalmente suas atividades. Alguns meses atrás, eu enviei a ele um manuscrito e ele respondeu com comentários em menos de meia hora.

Não posso falar de seus pontos-de-vista políticos, pelo quais Chomsky também é muito conhecido. Mas, desde a juventude, as preocupações do pesquisador têm sido tão filosóficas quanto linguísticas. Para a maioria das pessoas, palavras e frases são ferramentas para a comunicação. Mas, para Chomsky, palavras e frases são ferramentas para se entender a natureza e as origens do conhecimento. Chomsky vê a si mesmo, corretamente, como a continuação de uma conversa que se reporta a Platão – especialmente aos Diálogos de Platão, nas quais um jovem escravo é levado por Sócrates a perceber que ele tem conhecimento de Geometria do qual não sabia. Então, a questão proposta por Platão era: o que nós sabemos do mundo é inato ou aprendemos através da experiência? Para Chomsky, o interesse pela Linguística não se resume ao fato de que determinada língua usa verbos no infinitivo enquanto outra usa subjuntivo, mas sim se todas as línguas têm, em um determinado momento, um nível mais profundo e uma relação que ele chama de “gramática universal”.

Essa ideia de gramática universal não só mudou a Linguística, mas repercutiu em praticamente todas as áreas que têm ligação com a mente. Na Psicologia do Desenvolvimento, por exemplo, nenhuma ideia tinha sido antes tão controversa.  Quanto da língua uma criança sabe antes mesmo de começar a falar? Elas aprendem a língua simplesmente ouvindo seus pais falarem ou já existe nelas um esquema de aquisição? Questões paralelas também surgiram em outros aspectos do desenvolvimento cognitivo.

Parte dos argumentos de Chomsky baseia-se na observação de que a língua é infinita, com um número interminável de frases que se pode produzir de forma compreensível. Tomemos uma única frase de Chomsky: “ideias verdes incolores dormem furiosamente” (“colorless green ideas sleep furiously”). Mesmo que não se entenda o seu significado, ainda assim se entende que a frase está gramaticalmente correta, enquanto “verdes furiosamente ideias incolores dormem” não está correta. Ainda que qualquer experiência infantil seja finita, nós constantemente encontramos fraes que nunca tínhamos ouvido ou visto antes.

Para Chomsky, a questão da Linguística é como as crianças constróem a brecha entre o finito e o infinito, da entrada finita daquilo que elas tenham ouvido ao infinito daquilo que elas podem entender. Enquadrando o problema desta forma, Chomsky trouxe à tona uma questão antiga e aparentemente imponderável – que é o natural versus o adquirido – e transformou em algo que pode ser testado.

Matéria completa (em inglês) disponível neste link.

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Bare, naked or nude?

BARE
Enfatiza a ideia de estar com parte do corpo descoberta.
Exemplo:  The sun burned her bare shoulders. (Trad.: O sol queimou os ombros descobertos dela.)

NAKED
Enfatiza a ideia de estar totalmente descoberto de roupas.
Exemplo: The little boy wandered naked through the streets. (Trad.: O menininho perambulou pelado pelas ruas.)

NUDE
Significa estar sem roupa, mas expressa uma atitude objetiva em relação ao corpo.
Exemplo: Many famous artists have painted nude models. (Trad.: Muitos artistas famosos pintaram modelos nuas.)

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O Dia das Crianças no mundo

Na maioria dos países, o Dia das Crianças é celebrado em 20 de novembro – data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou a Declaração dos Direitos das Crianças, em 1959. O texto determina que as pessoas nessa etapa da vida tenham direito a afeto, amor, compreensão, alimentação, cuidados com a saúde e educação gratuita, independente de raça, credo, cor ou sexo.

No Brasil, a comemoração acontece dia 12 de outubro em função de um decreto proposto pelo deputado federal Galdino do Valle Filho, na década de 20.

Em 1960, a data se fixou comercialmente por causa de uma campanha feita pela fábrica de brinquedos Estrela. O objetivo era aumentar as vendas para esse público. As metas da empresa foram atingidas e, nas décadas seguintes, foram lançados brinquedos como a boneca Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo, o boneco Falcon e o jogo Genius.

Confira outros países que são exceção :

Índia: a comemoração acontece em 14 de novembro, aniversário de Jawaharlal Nehru, primeiro-ministro do país. Nessa data, a Índia se tornou independente do Reino Unido.

Portugal e Moçambique: dia 1º de junho.

Nova Zelândia: o Dia das Crianças é sempre no último domingo de outubro. A cada ano, elas escolhem um animal nativo do país para homenagear.

Japão: a comemoração acontece separada – para os meninos, é em 5 de maio, o Tango no Sekku (Dia dos Meninos). Nesse dia, são usados capacetes de guerra tradicionais para que as crianças cresçam fortes e saudáveis. Já as meninas comemoram no dia 3 de março com as tradicionais festas das bonecas, conhecidas como “Hina Matsuri”.

Fonte: sites Brasil Escola e Coletiva.net

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Achilles’ heel

No poema A Ilíada, de Homero, Aquiles é o guerreiro mais corajoso e bonito de todos. Ele é filho de Peleus, um mortal, e Tétis, uma ninfa do mar. O poema foi escrito no século VIII A.C..

Segundo a lenda, quando Aquiles ainda é bebê sua mãe resolve banhá-lo no rio Estige, considerado sagrado pela mitologia grega. Todos que tomavam banho ali se tornariam imortais.

O problema é que Tétis segurou Aquiles pelo tornozelo e esta parte do corpo acabou não mergulhada na água. Depois de adulto, Aquiles foi morto por uma flecha com veneno que atingiu seu tornozelo não imune.

Por isso, uma das áreas mais frágeis do pé é chamada de Calcanhar de Aquiles (Achilles’ heel). Essa região é fraca, vulnerável e sujeita a inflamações.

Fonte: English Idioms Illustrated, de Adian Potts

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Creamy baked cheesecake

Ingredients
– 1  1/4 cups graham cracker crumbs
– 1/4 cup sugar
– 1/3 cup butter or margarine, melted
– 2 (8 ounce) packages cream cheese, softened
– 1 (14 ounce) can Sweetened Condensed Milk
– 3 eggs
– 1/4 cup lemon juice
– 1 (21 ounce) can cherry pie filling

Directions
Preheat oven to 300 degrees F. Combine graham cracker crumbs, sugar and butter; press firmly on bottom of 9-inch springform pan.

In large bowl, beat cream cheese until fluffy. Gradually beat in sweetened condensed milk until smooth. Add eggs and lemon juice; mix well. Pour into prepared pan.

Bake 50 to 55 minutes or until center is set. Remove from oven. Cool 1 hour. Chill at least 4 hours. Garnish with pie filling. Store leftovers covered in refrigerator.


Cheescake de frutas vermelhas

Ingredientes
– 1  1/4 xícara de biscoito Água e Sal moído
– 1/4 xícara de açúcar
– 1/3 xícara de margarina ou manteiga derretida
– 2 pacotes de Cream Cheese em temperatura ambiente
– 1 lata de leite condensado
– 3 ovos
– 1/4 xícara de suco de limão
– 1 vidro de geleia de frutas vermelhas

Modo de fazer
Pré-aqueça o forno a 180 C. Junte o biscoito salgado moído, açúcar e manteira. Pressione firmemente nos lados e na base da forma.

Em um pote grande, bata o Cream Cheese até ficar macio. Adicione gradualmente o leite condensado, depois os ovos e o suco de limão. Misture bem e despeje na forma onde está a base da receita.

Asse por 50 a 55 minutos ou até que, ao enfiar um palito, ele saia limpo. Remova do forno e deixe em temperatura ambiente por 1 hora. Coloque a geleia por cima da torta e refrigere por pelo menos 4 horas.

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Blockbuster

O primeiro blockbuster foi uma bomba usada pela Força Aérea Britânica (Royal Air Force, em inglês) para atacar alvos alemães, em 1941. O artefato pesava cerca de de 1.800 kg  e recebeu esse apelido porque era capaz de destruir (to buster) um quarteirão inteiro (a block). O impacto era tão forte que as equipes aéreas podiam sentir a explosão a 4 km de distância.

No fim dos anos 50, a palavra blockbuster começou a ser usada como um superlativo na publicidade e na indústria cinematográfica. Nesse caso, blockbuster é um produto de grande impacto comercial — geralmente um livro ou filme muito vendidos.

Fonte: English Idioms Illustrated, de Adian Potts

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Nomes dos estados americanos

Os nomes de cada um dos 48 estados americanos têm origens diversas. Mais da metade (28) vêm de palavras indígenas – Arizona, por exemplo, significa “terra da primavera curta”. Outros 11 nomes têm origem em lugares ou pessoas vindas da Inglaterra – Nova York foi definido em função do título da nobreza de Duke de York.

Já 6 desses  nomes são derivados de palavras em espanhol – Florida é a “terra das flores” – e 3 em francês – Vermont vem de “montanha verde”.

Apelidos
É comum que os estados americanos também  tenham apelidos – oficiais ou não. Alabama é o Estado do Algodão (The Cotton State), e Lousiana é chamado de Estado do Pelicano (The Pelican State) e de Estado do Açúcar (The Sugar State).

Para conhecer a origem do nome de cada estado, clique na imagem abaixo:

Fonte: The Cambridge Encyclopedia of The English Language

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